Debrahlee Lorenzana, de 1,65m e 56kg, é a mulher que está processando o Citibank depois de ser despedida por ser “muito gostosa”.

16 de junho de 2010

Ela é mesmo sensual ao ponto de ser despedida? Até que ponto a sensualidade é motivo para justa causa?

Seu ex chefe diz que por mais comportado que fossem os trajes de Lorenzana, ela acabava distraindo os outros empregados por causa de seu olhar sensual (Por que não tentaram uma burca?).

O que você acha? Ela mereceu ser despedida? Ela é tão gostosa como dizem?.

Racismo ou ignorância?

8 de junho de 2010

Você não sabe o que tá acontecendo?

O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei la) a seguinte  piada no seu twitter:
King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?

Foi isso. Você, provavelmente, deve tá pensando “tá, eu ri rsrsrs, que que tem?”

A ONG Afrobras se posicionou contra. “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG.
“Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade”, avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro “tweet” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog. “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL)
“Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito.”

Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:

“Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a idéia que “negro” é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”. Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.

Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”.

Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente”, tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.”

Estudantes de Direito enfrentam crise da geração

1 de junho de 2010

Por Vladimir Passos de Freitas

O mundo passa por transformações radicais. O planeta, ferido pela ação inclemente do homem, dá a sua resposta através de chuvas torrenciais, secas, furacões e outros fenômenos semelhantes. Estado, família, igreja, educação, tudo se transforma rapidamente. Vejamos o que se passa com os estudantes, futuros profissionais do Direito.

A cada ano, novas turmas ingressam nas mais de mil faculdades de Direito existentes no Brasil. Em sua maior parte, rostos jovens, sorrisos, promessas de felicidade. Nos cursos noturnos, a média de idade aumenta. Adultos procuram, legitimamente, ascensão profissional e social. Aqui a análise será feita a partir dos jovens acadêmicos de Direito.

Em plena adolescência, que certamente prosseguirá até o fim do curso (considera-se, agora, em 30 anos a idade limite), o jovem universitário, com 17 ou 18 anos, é absolutamente distinto da geração de seus pais, cuja idade estará, possivelmente entre 45 e 50 anos. Dos ascendentes, guardam os traços físicos, mas dos hábitos, quase nada.

O que os faz tão diferentes?

A resposta deve ser no plural e não no singular. E começa pela criação. Enquanto na geração de seus avós as mulheres, salvo exceções, não trabalhavam (nas procurações eram qualificadas como “de prendas domésticas”), na geração de seus pais, a maioria tem vida profissional. Pode ser por uma legítima aspiração profissional ou apenas necessidade de sobrevivência. Na área do Direito, encontram-se em todas as profissões. Na magistratura gaúcha já são maioria. O trabalho da mãe profissional em Direito nada tem de errado. Mas tem um preço e não costuma ser barato. Principalmente quando exercido nos dois (ou três) períodos e com dedicação extrema (por exemplo, as advogadas-professoras).

Muitos dos atuais estudantes de Direito foram criados sem o indispensável acompanhamento materno, exteriorizado em carinho, transmissão da história da família, orientação do certo e do errado e, principalmente, a presença. Por incontornável necessidade, desde cedo foram a berçários ou escolas, onde o tratamento pode ser profissionalmente de qualidade, mas inexiste o amor materno. Por vezes, uma babá ou a avó fizeram este papel, ora bem, ora mal. Como se sabe, os sete primeiros anos de vida formam a personalidade. A ausência da mãe nessa fase, se preponderante, deixará marcas. E elas, no curso de Direito, poderão aflorar em dificuldades de relacionamento, desinteresse, depressão, entre outros problemas.

Muitos estudantes vêm de famílias desfeitas. Não importa o motivo e nem se pretende julgar ninguém. Mas, evidentemente, existem consequências. Principalmente se a separação for conflituosa e os pais não tiverem a grandeza de evitar críticas recíprocas. A ausência da vida familiar trará sentimento de abandono e este é um dos fatores da procura das drogas. Almoçar com o pai aos sábados, em um shopping, evidentemente não é o mesmo que com ele conviver diariamente, recebendo lições de vida.

Poucos recebem orientação religiosa. Por comodismo, os pais optam por nada ensinar, afirmando: “quando adulto, ele saberá escolher”. O resultado é que depois nada se escolhe, e temos muitos que em nada crêem, o que os torna mais materialistas, consumistas e menos solidários.

A internet será, também, um fator a tornar diferentes os novos universitários. Criados em contato permanente com um computador, comunicam-se por meios virtuais (msn, orkut, skype), em uma nova língua, ininteligível para os maiores de 30 anos. Tal fato impede o desenvolvimento de relações interpessoais diretas, a conversa franca e a troca de experiências pelo conhecimento. Tudo isso, somado à falta de leitura de livros, do teatro e do melhor cinema, faz com que tenham dificuldade em exteriorizar o que pensam. As falhas de redação ou até de exposição oral terão péssimos reflexos no futuro exercício profissional.

Na disciplina estará novo fator de diferença flagrante. Os pais, envolvidos na luta pela vida, nem sempre terão tempo ou energia para fixar limites. É mais fácil permitir do que proibir. E nisto se formam adolescentes e adultos que não se submetem a quaisquer regras, contornam exigências, fogem da responsabilidade. É óbvio que isto terá reflexos nos estudos e na vida profissional. Os vencedores na área jurídica não costumam ser dotados de inteligência excepcional. Na maioria absoluta alcançaram o sucesso pelo esforço e disciplina.

Ainda na disciplina, muitos terão dificuldades em conviver com a hierarquia. Criados com permissividade, como é próprio da vida moderna, não sabem como lidar com as estruturas de poder e suas regras. E daí se envolvem em conflitos desnecessários e que lhes causam sofrimentos. Nas carreiras públicas jurídicas esta é uma das maiores dificuldades dos administradores. À menor exigência o jovem profissional se insurge, via de regra justificando sua posição em alguma norma constitucional genérica e que nada tem a ver com o caso concreto.

A falta de garra, não é regra absoluta, mas é também uma característica. É comum o estudante de Direito, no fim do curso, não ter ideia do rumo a tomar ou empenhar-se na busca do sucesso. Principalmente nas classes A e B, onde os desejos foram sempre atendidos com facilidade. Sem espírito de luta, muitos não se animam aos sacrifícios de um concurso ou à luta pelo sucesso na advocacia. Esta característica alcança, inclusive, bons alunos, que manejam bem as discussões teóricas, mas recuam quando se vêem obrigados a lutar.

Os jovens estudantes de Direito, como se vê, são diferentes. Foram forjados em outra escola de vida. Inclusive vendo os péssimos exemplos das gerações que atualmente detém o poder (v.g., corrupção explícita de altos servidores passada na TV), o que certamente não faz bem às suas cabeças.

Aos mais maduros, em especial aos professores dos cursos de Direito, cabe tentar compreendê-los, dar-lhes apoio e atenção. Criticá-los, genericamente, de nada adianta. Estimulá-los, orientá-los quando estiverem na via errada, é o caminho certo. Não será fácil, por certo. Mas os desafios é que dão graça à vida. E este é um desafio que vale a pena.

Sobre o autor

Vladimir Passos de Freitas é desembargador Federal aposentado do TRF 4ª Região, onde foi presidente, e professor doutor de Direito Ambiental da PUC-PR

AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS E AS FERRAMENTAS DE PODER

30 de maio de 2010

hi

A vida social vive sua trama. Desenvolvem-se os processos em flutuantes reciprocidades que, de um lado comportam a tensão social e de outro, geram novas tensões. Nesse cenário, debate-se as Instituições Sociais.
Antes de qualquer coisa, as Instituições Sociais são formas de organização, ou mesmo, organismo de poder e coerção social. Nelas fundem-se as mais diversas ideologias, ou seja, cada qual em sua especificidade representa uma esfera da vida social.
Exemplos de Instituições Sociais são a família, escola, Igreja, Partidos políticos, etc., cada qual com sua representatividade assumida a partir de um paradigma, seja ele antigo, medieval ou moderno, construídos sob a égide da historicidade que perpassa as formas de pensar e se organizarem. Todas as Instituições sociais, independente da ideologia que carregam, são importantes. Além de agregarem valores (alguns universais e duradouros, outros nem tanto) elas mantêm o tecido social coeso.
O processo de institucionalização começou a existir a partir do momento em que, por evidência da propriedade e da convivência coletiva, foram sendo criados os primeiros contratos. No entanto, não se pode afirmar a existência de uma Instituição social fora de uma sociedade contratual, por mais que possa não ser materialmente representada. Essas Instituições criam os chamados símbolos institucionais, ou seja, àquilo que nas palavras de Marx representa um fetiche social, uma espécie de representatividade. Esses símbolos são alusivos à toda e qualquer forma de poder dominante. Há que prescrever que, as instituições sociais respeitam as prerrogativas do poder dominante, uma vez que sem ele tão pouco teriam significado.
Por outro lado, as instituições sociais são uma forma de satisfação humana das necessidades sociais. É nelas que se incorporam os valores fundamentais, como por exemplo, a vida. Há instituições sociais que se prestam para o campo da orientação da vida em sociedade, enquanto outras, tem caráter punitivo. Mesmo assim, são estruturas organizadas que, ao se desenvolver, influenciam a vida em sociedade por meio da aceitação dos ideais. Outra característica fundamental, é que as mesmas relativamente são duradouras. Em grau, umas representam maior importância que outras, uma vez que a vida em sociedade é sempre mutável e, no seio de sua mutabilidade, novos entendimentos e formas de fazer acontecer e pensar as tensões sociais.
As funções das Instituições sociais são baseadas em modelos de comportamento social derivadas das funções manifestas pelas classes sociais (especialmente quando se tratar de instituições sociais no sistema de capital).
Alguns modelos de comportamento são aprováveis e outros, por si só, já estão na gama dos comportamentos inaceitáveis pelo padrão sutilmente utilizado. Sendo que, cada instituição social determina seus modelo ou padrão de comportamento, todos quantos não se adequarem à essa premissa, estão prejudicando determinada instituição social. Isso não quer dizer que cada instituição preserva apenas um papel social, pelo contrário, a gama de papéis sociais de cada instituição é de variedade e numeral infinito.
O comportamento de alguém que comete qualquer ato infracional em relação à outrem, deve ser reprovado e punido. Aqui, aparece com intensidade a norma moral como orientadora da construção da coletividade e dos comportamentos. Por exemplo, em uma sociedade padronizada em comportamento e pensamentos, se houver sujeitos que estão predispostos a não se integrarem nesse tecido, a sociedade acaba por se manter em situação patológica.
Nesse sentido, cada sistema cria seu próprio “cinturão de força”. Há que se dizer dos sistemas de reclusão de pessoas que, por um ou outro motivo, acabam por não aderirem ao socialmente estabelecido, ou seja, ao padrão de pensar e agir imposto pelas instituições sociais e porque não dizer, do pensamento dominante. Assim, por deterem o conjunto de forças das instituições sociais, o pensamento dominante elimina a possibilidade da mudança, mantendo as Instituições no foco de seu olhar, uma vez que a utiliza sob forma de controle.
Por fim, dizer que as instituições sociais aparecem hoje no contexto de um plano político ligado á economia e, de outro lado, buscam permitir a discussão de seu desenvolvimento para assim, substituir a lógica de funcionamento da Instituição social como uma ferramenta de poder.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará

17 de maio de 2010

Não é necessário texto, pois as imagens falam por conta própria… (só clicar no link ao lado -> A Crise Universal)

Estupro e atentado violento ao pudor em menos de um mês são crime continuado

6 de maio de 2010
Cena de Estupro no Filme "Irreversível"

Estupro: um crime bárbaro com danos permanentes para as vítimas e familiares

A 6ª  Turma do STJ reconheceu como crime continuado os atos de atentado violento ao pudor e tentativa de estupro realizados contra uma mesma vítima, em circunstâncias semelhantes, com intervalo de menos de um mês. O novo entendimento é fruto da alteração do Código Penal ocorrida no ano passado (Lei n. 12.015/09), que agregou ao crime de estupro (artigo 213) o de atentado violento ao pudor (antigo artigo 214).

O fato diz respeito a um condenado do estado do Espírito Santo que violentou a filha de 10 anos, próximo à casa em que moravam, numa área rural. No primeiro episódio, ele realizou ato libidinoso diferente da conjunção carnal. No segundo episódio, uma semana depois, ele novamente a obrigou a realizar ato libidinoso. Passados mais alguns dias, o acusado tentou manter conjunção carnal com a vítima, não obtendo êxito em razão da chegada de uma pessoa. A pena imposta pela Justiça capixaba foi de 21 anos de reclusão.

A decisão do STJ resultou na redução da pena e baseou-se em voto do relator do habeas corpus, ministro Og Fernandes. O ministro observou que as condições de lugar e maneira de execução são absolutamente semelhantes, sendo o intervalo entre os acontecimentos de menos de um mês. Daí o reconhecimento do crime continuado, inclusive entre os crimes de atentado violento ao pudor e de estupro. A 6ª Turma recalculou a pena em 10 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão.

O artigo 71 do CP, que trata da chamada continuidade delitiva, afirma que, quando o agente, mediante mais de uma ação, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie, pelas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução, devem os subsequentes serem considerados como continuação do primeiro. Nesses casos, é aplicada a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, com o aumento de um sexto a dois terços. (Proc. nº 125207 – com informações do STJ).

FONTE: www.espacovital.com.br

SOS PORTUGUÊS!

9 de abril de 2010

Você sabe que, no mundo de hoje, as exigências são cada vez maiores e somente os profissionais bem preparados têm reais possibilidades de aproveitar as melhores oportunidades de trabalho. Uma das habilidades necessárias para o sucesso profissional, principalmente para os operadores do Direito, é o conhecimento da Língua Portuguesa. Observa-se atualmente grande preocupação dos falantes com a adequação lingüística, com o domínio do uso formal da língua, fato comprovado pelo sucesso e multiplicação de colunas jornalísticas e programas de televisão dedicados a dirimir dúvidas que acometem sistematicamente o usuário da língua. Foi pensando nisso que surgiu o SOS Português, um canal de comunicação para auxiliar quanto ao uso correto da linguagem. Um dos objetivos, nesse contato direto, é desmitificar a idéia de que dominar a língua é muito difícil.

No contexto da reforma ortográfica, algumas palavras da ambiência jurídica também sofreram alterações. Vejamos:

Co- herdeiro ou coerdeiro?
No anexo do acordo , na alínea a, item 1º, Base XVI,entre outros prefixos, em se tratando de co, temos de forma expressa: “Nas formações em que o segundo elemento começa por h (co-herdeiro)”. No entanto, a Academia Brasileira de Letras registrou no dicionário apenas coerdeiro.

Argüir ou arguir?

O correto, agora, é arguir, sem trema.

Auto-acusação ou autoacusação?

O correto é autoacusação. Não existirá hífen se o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar por vogal diferente.

Vejamos as principais modificações na nova ortografia

1. O alfabeto passará a ter oficialmente 26 letras. Antes, tínhamos 23. O novo acordo ortográfico incorpora as letras “K”, “W” e “Y” .
2. O trema oficialmente deixará de existir. Portanto, poderemos escrever “linguiça, frequente, cinquenta, aguentar, sequestro”, mas continuará usado em nomes próprios de origem estrangeira.
3. O hiato “ôo” não será mais acentuado, escreveremos “voo, abençoo, enjoo, abotoo, coo”.
4. O acento agudo dos ditongos orais abertos “-éi, -ói” das palavras paroxítonas será abolido. Traduzindo: só serão acentuados com agudo os ditongos abertos “-ei, -ói, -éu” das palavras oxítonas. Assim, palavras como “idéia, assembléia, boléia, jibóia, jóia, heróico, paranóico” perderão o acento e serão assim grafadas: “ideia, assembleia, boleia, jiboia, joia, heroico, paranoico”. Saliente-se: essa mudança só afetará as paroxítonas. Portanto, continuarão com acento, por exemplo, “céu, réu, véu, chapéu, ilhéu, papéis, coronéis, pastéis, anzóis, caracóis, herói”, já que são vocábulos oxítonos.
5. O hiato “êem” das formas verbais dos verbos “crer, dar, ler e ver” e de seus respectivos derivados deixa de receber acento circunflexo. Portanto, a partir do novo acordo ortográfico, escrevam-se “creem, deem, leem, veem, descreem, preveem, releem”.
6. Desaparece a maioria dos acentos diferenciais. Dessa forma, com o novo acordo ortográfico, escreveremos “Ele não para para pensar”. Portanto, palavras como “pélo, péla, pêra, pólo” serão grafadas sem seus respectivos acentos. A nova reforma, entretanto, manteve obrigatório o acento da terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo do verbo “poder”: pôde. Igualmente será obrigatório o acento do verbo “pôr” para distingui-lo da preposição “por”. Por outro lado, serão facultativos os acentos em “demos” (1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo, para distinguir de “demos” 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito) e em “fôrma” (substantivo, para distinguir de “forma” substantivo e verbo).
7. O acento agudo colocado sobre o “U” tônico e proferido dos grupos “GUE, GUI, QUE e QUI” deixará de ser usado. Portanto, livrar-nos-emos, por exemplo, das formas acentuadas “averigúe, argúi, obliqúe, obliqúem, apazigúe”.
8. Não receberão mais acento as vogais “i” e “u” tônicas precedidas de ditongo das palavras paroxítonas. Por isso, quando o novo acordo ortográfico entrar em vigor, escreva “feiura, cheiissimo, boiuno, baiuca, cauila”. Não se esqueça de que só as paroxítonas serão afetadas. Continuam vivas – com acento – as oxítonas: Piauí, tuiuiú, por exemplo.
9. Em relação ao hífen, o novo acordo ortográfico mudou pouca coisa. A alteração mais substancial ocorreu no emprego do hífen com prefixos. Ele não será mais empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r”, “s” ou “vogal diferente”. Logo, passaremos a escrever, por exemplo, “extraescolar, contrarregra, autoaprendizagem, antissemita, antirreligioso, extrarregular”. Entretanto, se o segundo elemento começar pelas consoantes “r” e “s”, e o prefixo terminar com uma delas, o hífen será obrigatório. Por isso, escreveremos “hiper-radical, super-revista, inter-relacionado”.

Demais, de mais, ademais

Demais (advérbio), no sentido de “muito”, caso em que intensifica um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Exemplo: O réu falou demais.
Demais (pronome indefinido) equivale a “os restantes” , “os outros”, “os mais”, vindo quase sempre precedido de artigo.
Exemplo: Um dos réus deixou os demais nas mãos da polícia.
“De mais” –opõe-se a “de menos” e refere-se sempre a um substantivo ou pronome.
Exemplo: Não vejo nada de mais em sua atitude.
Ademais (advérbio): significa “além disso”.
Exemplo: Já disse tudo; ademais, não lhe devo tantas explicações.

A domicílio/ em domicílio?
Ambas são locuções que têm emprego diverso; a primeira usa-se com verbos ou nomes dinâmicos; a segunda se usa com verbos ou nomes estáticos.
Em domicílio – Ex: Fazemos entrega em domicílio.
A domicílio – Ex: Conduziram o doente a domicílio.

A par ou ao par?

A par – sentido de “bem informado”, “ciente”:

· Você precisa se manter a par de tudo o que acontece

Ao par – expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros:

· As moedas fortes mantêm o câmbio ao par.

A nível de / em nível de ?

Dizem que a expressão a nível de é errada. É verdade?

No sentido de “no que diz respeito a”, “em relação a”, “em termos de”, esta expressão é um modismo, e de gosto duvidoso. Se optar por usá-la, empregue com a preposição em.
Exemplos:

Em nível de Brasil, verificam-se grandes diferenças regionais.
Não há outra opção melhor do que Gramado, em nível de turismo no Rio Grande do Sul.

A expressão a nível de deve ficar restrita ao sentido de nivelamento.
Exemplo:

Esta cidade não fica ao nível do mar.
As águas chegaram a um nível nunca antes visto.
Vale lembrar, ainda, que expressões como em termos de, no que concerne a, no que diz respeito a são bem mais elegantes e apropriadas ao nível culto da língua do que a nível de.

“À medida que” ou “à medida em que”?

Diz-se “à medida que” ou “à medida em que”?
Aqui, não se trata do “a” sem acento, como na frase “A medida que ele tomou é drástica”. Não é esse o caso. O que estamos discutindo é a locução conjuntiva “à medida que”, a qual alguns preferem, erroneamente, substituir por “a medida em que”. A forma correta é “à medida que”.

Apenas um lembrete: “locução conjuntiva” é todo grupo de palavras que relaciona duas ou mais orações ou dois ou mais termos de natureza semelhante.
À proporção que chovia…
“À medida que” significa o mesmo que “à proporção que”.
À medida que o frio avança, os idosos adoecem.
Trata-se de uma locução conjuntiva com valor de proporção, introduzindo orações subordinadas adverbiais de proporção.
Há ainda a locução “na medida em que”, que vem sendo usada na imprensa e em muitos textos com valor causal.
O político não conseguiu resolver o problema
na medida em que não enfrentou suas verdadeiras causas.
Ou seja,
O político não conseguiu resolver o problema
porque não enfrentou suas verdadeiras causas.
Alguns condenam o uso de “na medida em que” argumentando que não há registro histórico dessa forma na língua. Mas o fato é que essa construção já se tornou rotina, mesmo entre excelentes escritores.
O que não é aceitável sob hipótese alguma é escrever “à medida em que”.

Emprego do Porque
Por que
*Nas interrogações diretas.
Exemplo: Por que o nomearam?
*Quando der para substituir por “pelo qual”.
O ideal por que (pelo qual) lutamos é nobre.
As razões por que (pelas quais) esperamos foram várias.
* Quando vem expressa ou subentendida a palavra “motivo” (interrogação indireta).
Exemplo: Quero saber por que (motivo) elas não apareceram.
Por quê?
*No caso de interrogações diretas ou indiretas, no fim da oração
Exemplo: Nomearam-no por quê?
Elas não apareceram nem por quê.
*Conclusão: Toda vez que o porquê corresponder a uma pergunta, ele será separado, com ou sem acento.
Porque
(conjunção)
*Nas explicações (respostas).
Exemplos: Não fiz porque não quis.
* Para indicar uma causa.
Exemplos: Não fiz porque estava viajando.
* Indicando finalidade.
Exemplo: Ela se esforça porque a admirem.
Porquê
Quando é substantivo, significando motivo ou palavra.
Exemplo: Já sei o porquê disto.
Não apresentou nenhum porquê.
Quê?
* Referindo-se à letra “q”.
Exemplo: Esta palavra se escreve com quê.
* Na exclamação.
Exemplo: Quê! é mentira!
* No final da oração:
Exemplo: Fazer o quê!
* Substantivo, significando jeito, modos.
Exemplo: Você tem uns quês de gênio.

Informações sobre a ida a Gramado

30 de março de 2010

Ônibus muito bom, com espaço e conforto

A pedido da Coordenação do Curso de Direito da FAI, bem como do novo Centro Acadêmico, recém empossado, representado por seu Presidente, Evandro Gewehr, e o novo Diretor de Imprensa, Promoções Culturais e Desporto, Leonir Adriano Staudt, vimos trazer informações acerca do Congresso de Gramado, RS.

Assim:

Ônibus 500 – PARADISO 1450/ MARCOPOLO 35 Lugares/ VOLVO B10M/ AR CONDICIONADO/ 02 TV’s/ TOALETE/ SOM CD/ DVD/ GELADEIRA

Hospedagem:

Pousada Rosa

Site: http://www.pousadarosa.com.br/abertura.php?ac=ptbr

Congresso Internacional de Direito em Gramado

11 de março de 2010

Entrada de Gramado

Comunidade acadêmica da  FAI, em especial estudantes do Curso de Direito,

Com muito prazer, e na condição de já ter sido acadêmico e de ter tido a oportnidade de ter ido a este grande evento, venho publicar no nosso Blog notícias sobre a viagem que está sendo programada a Gramado, neste ano.

O Congresso Internacional de Direito em Gramado é um dos principais encontros jurídicos que ocorrem no Brasil e, sem modéstia, na América do Sul, tendo sempre confirmadas presenças de grandes juristas e filósofos do direito de renome nacional e internacional.

Não obstante, Gramado está no circuito turístico brasileiro, contando com belas paisagens e atrativos para seus visitantes o ano inteiro – ainda que o Congresso seja no meio do ano, época em que é bastante frio, o que proporciona um charme extra para quem vai até lá.

Portanto, o Curso de Direito tem pontos que são marcantes, como, por exemplo, o júri simulado, os atendimentos nos estágios supervisionados, as audiências que são realizadas nos estágios, as visitas programadas e as viagens de estudo. O Congresso Internacional de Direito em Gramado é um desses pontos que marcam a época da faculdade, não podendo ser preterido.

Por fim, deixo o link para que os acadêmicos acessem as informações sobre esta viagem de estudos: http://www.eventojuridico.com.br/sitenovo/mais_detalhes.php?id_evento=58

Contamos com a participação de todos.
Atenciosamente,
Danilo Simionatto Filho

TEORIA POSITIVISTA-FUNCIONALISTA: “O IDEAL É TUDO PERMANECER SEMPRE COMO ESTÁ!”

8 de março de 2010
Sofremos diariamente a influência da Mídia

Os MCS são ferramentas para o desenvolvimento da mentalidade do "permanecer tudo como está!"

PROF. ME. RUDINEI B. AUGUSTI

Existem basicamente duas grandes teorias no estudo da Sociologia: A Teoria Positivista-Funcionalista e Histórico-Crítica. Abordaremos a primeira, também chamada de Positivismo.

O Positivismo, corrente de pensamento assim chamado porque pressupõe que a realidade é tal e qual está ai – colocada, posta à nossa frente, assume que não há outra proposta além da que já existe. Ou seja, o que for considerado projeto alternativo à realidade, deve ser deixado de lado, pois representa uma anomalia social, uma utopia, algo que do ponto de vista positivista vem a desencadear a ruína social. Então, o ideal é tudo permanecer assim como está. Acrescenta-se ao espírito positivista a noção funcionalista. Quer dizer que, além de tudo permanecer como está, é necessário que esteja funcionando.

A teoria funcionalista assume que tudo o que existe tem sua função. A vida social é um organismo e, cada agente social é um membro desse processo orgânico. Em outras palavras, aquele que não estiver presente nesse organismo, nesse sistema, deve ser eliminado. A coisa deve funcionar, pois conforme o positivismo-funcionalista tudo o que ai está tem sua finalidade.

Nesse paradigma podemos assumir que até a pobreza tem a sua razão de ser. Um sociólogo americano disse que a pobreza é essencial para a sociedade, pois ela também tem suas funções. E não vamos longe, entre nós, já existem pessoas que buscam justificar as desigualdades sociais e a pobreza por esse argumento. Nada pode desequilibrar o funcionalismo do sistema. As pessoas que compartilham dessa visão são aquelas que pensam o mundo organizado, nada está fora das funcionalidades impostas pelo sistema.

Aqui aparece um problema ético: toda diferença quando parte a existir representa uma anomalia, não presta! Deve ser eliminada. Por isso, quando algum movimento social, ou mesmo algumas instituições buscam mexer ou mudar algo nesse sistema pré-estabelecido sua ação é julgada como antiética, uma vez que busca desagregar as funcionalidades da ordem social.

Esse sistema precisa encontrar mecanismos para sobreviver e manter sua hegemonia: se utiliza das instituições sociais, entre elas a academia. É no Ensino Superior que as teorias se explicam, se garantem e se legitimam. Compete junto à ela, todo o aparato educacional, ou seja, família, escolas, Igrejas, Clubes, partidos políticos, etc., todos esses lugares supostamente para “fazer a cabeça” das pessoas a partir dos pressupostos de um modelo que busca se manter e que, de todas as formas, interessa à poucos.

Ficam perguntas: Em que tipo sociedade você quer viver? Quer pensar igual à todos ou prefere sua força de opinião? Se você não consegue pensar diferente, você nunca irá mudar; não mudando, não pode desejar algo diferente para você e para seus filhos.